🎭 Carnaval: Rito, Excesso e a Dificuldade de Habitar a Si Mesmo O Carnaval não nasceu como excesso vazio. Ele nasceu como rito . Um tempo suspenso. Um intervalo simbólico em que o humano podia sair provisoriamente de si — para depois retornar . Talvez o impasse contemporâneo não esteja na festa, mas na dificuldade crescente de voltar para si . O Carnaval como espaço simbólico da alma Em sua origem, o Carnaval funcionava como um limiar existencial : nem o caos absoluto, nem a rigidez da ordem cotidiana. Um espaço intermediário onde o corpo, o desejo e a coletividade podiam se expressar sem romper completamente com o sentido. Espiritualmente, isso não significava negação do sagrado, mas reconhecimento da condição humana: corpo, desejo, limite e finitude. Corpo, desejo e limite: uma leitura espiritual sem culpa Na tradição cristã, o Carnaval an...
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Christianne Sturzeneker
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